sexta-feira, 21 de abril de 2017

Amazônia com Bruce Parry (2008_Amazon with Bruce Parry) DVD-9 PAL

Up By VentosDeGuerra


Gênero: Documentário
Ano de lançamento: 2008
Áudio:  Inglês
Legendas: Português/br
Duração: 300 minutos
Tamanho: 8.15 GB
Extensão: ISO
Sinopse:

Episódio 1 - Uma Odisséia na Amazônia
 Bruce Parry começa sua odisseia no Peru, a partir da nascente do rio Amazonas, no alto dos Andes. O explorador é adotado por uma família de fazendeiros com quem aprende a criar lhamas, pescar e sobreviver em condições adversas, a uma altitude de mais de 5000 metros.
A jornada continua pelas margens do rio em busca da tribo dos Ashaninkas, povo guerreiro que desde a época do Império Inca vive em permanente conflito com os invasores de suas terras. Sua história no século XX foi marcada por milhares de mortes no conflito que opunha forças governamentais e guerrilheiros do Sendero Luminoso, conhecido pela sua brutalidade.
Essa viagem leva Bruce Parry até o perigoso vale de Apurimac, onde se concentra a produção de cocaína do Peru. É uma terra sem lei onde, por migalhas, uma mão de obra embrutecida pelas condições precárias de vida produz toneladas de cocaína por ano.
O seu contato com os índios Ashaninkas revela que a tribo está em guerra constante com o narcotráfico que destrói suas florestas e seus rios.

Episódio 2 - A Amazônia do Ouro Negro
Após conhecer os povos que vivem perto da nascente do rio Amazonas, nos Andes, e conviver com a tribo Ashaninka na floresta amazônica peruana, o explorador Bruce Parry segue sua viagem pelo rio Amazonas, de barco e monomotor.
Ao norte do Peru, próximo à fronteira do Equador, Bruce encontra a tribo Achuar, cujo primeiro contato com o mundo moderno ocorreu há apenas 40 anos. A recepção dos chefes da comunidade é fria e hostil. Longas negociações são necessárias para que o apresentador e sua equipe sejam finalmente acolhidos.
Como o povo Ashaninka - que vive há décadas em permanente conflito com o narcotráfico, no Vale do Apurimac - a comunidade Achuar resiste à destruição dos seus rios e de sua floresta. Suas terras tribais estão localizadas sobre uma das maiores reservas de petróleo da Amazônia, descoberta por testes sísmicos nos anos 60. O "homem branco" nunca foi boa notícia nessa região e a equipe do documentarista britânico é vista com suspeita.
Para entender melhor por que a tribo Achuar está em pé de guerra com as empresas petrolíferas do seu território, Bruce Parry investiga sítios de extração e revela o lado devastador da busca pelo Ouro Negro na Amazônia.
Antes de seguir viagem, Bruce Parry terá que enfrentar uma noite de exaustiva purificação. O documentarista é convidado a preparar e tomar o chá de Ayahuasca, uma bebida enteógena que provoca alteração de consciência em práticas espirituais e terapêuticas. Composto de uma mistura de cipó e folhas, o chá, conhecido há milênios pelos xamãs da Amazônia, é também um poderoso purgativo e vomitório.
Começa então uma jornada interior que o levará a outras experiências com a bebida xamânica e, ao final, enriquecerá o sentido de sua viagem pela floresta amazônica.

Episódio 3 - Em Terras Indígenas
O terceiro episódio mostra uma das maiores reservas indígenas do Brasil. Em sua expedição, o pesquisador Bruce Parry chega ao extremo-oeste do estado do Amazonas. A jornada o leva ao Vale do Javari, a segunda maior terra indígena do país. De acordo com a FUNAI, o vale abrigaria também a mais importante concentração de tribos isoladas na Amazônia e no mundo.
De barco e canoa, o apresentador parte à procura da tribo Marubo que, reza a lenda, tem o xamã mais poderoso de toda a região. A nação Marubo fez seu primeiro contato com o mundo moderno há um século. Seus membros são descendentes de diferentes grupos indígenas que fugiram da escravidão advinda do ciclo da borracha no final do século XIX. Hoje a tribo se orgulha da força de sua cultura mestiça e de sua capacidade de resistência à influência da civilização moderna.
No caminho para a aldeia Marubo, Bruce Parry encontra velhos amigos da tribo Matis que o acolheram dois anos antes, durante a produção da série Tribe, também para a BBC. Bruce descobre que a comunidade está enfraquecida com o surgimento de vários casos de hepatite. Com apenas 262 representantes, amargam a perda de seus xamãs, guardiães de sua cultura e de sua identidade .
Em forte contraste com as dificuldades que enfrentam os Matis, a tribo Marubo vive um momento de plenitude cultural. Durante uma semana, Bruce é convidado a participar de um ciclo intenso de cerimônias e fazer prova de determinação em rituais iniciáticos que testam a coragem dos seus participantes.
O apresentador segue viagem e, ao sair da reserva, encontra um grupo de lenhadores embrenhados na floresta. O encontro parece oferecer uma oportunidade única de mostrar o lado humano da exploração madeireira e entender, sem prejulgar, como vivem e quem são os chamados "inimigos da floresta".

Episódio 4 - Sabedoria Ribeirinha no Alto Amazonas 
O quarto episódio mostra uma experiência pioneira de economia sustentável em uma comunidade ribeirinha.
A jornada de Bruce continua pelo rio Amazonas, em barcos de grande porte, onde redes esticadas entre pilastras acolhem os passageiros para longas viagens. O transporte público fluvial é responsável por um fluxo constante de mercadorias e viajantes entre a Bolívia, Peru e o Oceano Atlântico. Devassas da Polícia Federal não são raras nessas embarcações e Bruce Parry tem, no meio da travessia, a oportunidade de acompanhar a apreensão de um carregamento importante de cocaína.
A expedição chega à metade do caminho quando o explorador atinge a vasta reserva natural de Mamiraua, no Alto Amazonas, lar das espécies mais emblemáticas da Amazônia.
Mais de 11.000 pessoas moram na reserva natural, espalhadas em centenas de comunidades pesqueiras à beira do rio. É este povo ribeirinho, descendente dos primeiros índios, que Bruce quer encontrar.
A equipe de documentaristas aporta em Jaruá, a maior comunidade de pescadores da reserva. A pesca e a caça predatórias eram um perigo para o equilíbrio ambiental da região, até a implementação de um projeto inovador de sustentabilidade. Através dele, os ribeirinhos mudaram seu manejo dos recursos naturais.
A experiência bem sucedida de Jaruá tem como alicerce uma troca constante de informações entre conservacionistas e habitantes de Mamiraua. Os ribeirinhos utilizam seu conhecimento único do rio e da floresta para coletar informações e enriquecer pesquisas científicas. Por sua vez, os ambientalistas ensinam a comunidade a pescar e a caçar de forma sustentável.
Para dar rosto e voz à sabedoria ribeirinha - que alimenta esta troca com ambientalistas - Bruce se hospeda na casa de Tapioca, um dos pescadores mais experientes da região. É época de chuvas torrenciais na Amazônia e vastidões de terra estão submersas. De canoa e arpão, Bruce e seu mais novo professor adentram a floresta alagada. Em Mamiraua, corre a lenda que Tapioca consegue chamar jacaré e ouvir, à superfície do rio, o sopro rouco do Pirarucu, o maior peixe de água doce do mundo.

Episódio 5 - Fortunas e Misérias do Eldorado Amazônico 
Bruce Parry chega à Manaus e, na maior cidade do estado do Amazonas, tem a oportunidade de conviver com uma família de empresários emergentes que enriqueceu com a exploração da floresta amazônica.
Esse encontro com a nova elite de Manaus é o ponto de partida para uma experiência entre duas vivências radicalmente opostas na Amazônia. De um lado, a vida em um dos maiores garimpos ilegais do Brasil onde homens e mulheres buscam incansavelmente a sorte de fortunas rápidas. Do outro, o árduo trabalho científico de ambientalistas que procuram provar ao mundo que a preservação da floresta é o mais lucrativos dos negócios.
A jornada leva Bruce ao sul do Amazonas, a 400 km de Manaus, em uma região de difícil acesso. Apesar de totalmente ilegal, o garimpo de Grota Rica tem crescido sem parar nos últimos anos. Mais de 3000 pessoas vivem em uma vasta clareira de barracas improvisadas onde, não raro, explodem conflitos entre moradores. As condições de vida são precárias, mas a febre do ouro atrai sempre novas levas de garimpeiros.
Bruce se hospeda na pousada de dona Rússia. Proprietária de hotel, mecânica, mineradora e mãe de família solteira, Rússia tem investido muito na comunidade na esperança de vê-la crescer legalmente e colher os frutos no futuro. A anfitriã leva Bruce ao vasto campo de escavações de Grota Rica, local em que a floresta foi completamente devastada.
A extração do ouro é feita por equipes que trabalham o solo aluvial com mangueiras de alta pressão. É um trabalho longo e pesado. Mesmo assim, Bruce consegue integrar um dos grupos de mineração. Bom trabalhador, o documentarista colhe testemunhos preciosos e consegue achar um dos três descobridores originais do ouro na região.
É com certa amargura que Mariano, velho garimpeiro, conta como a mina cresceu tão rápido. Grota Rica nasceu de uma indiscrição. Em uma noite de festa na cidade, um dos dois sócios de Mariano, assoberbado pelo álcool, segredou sua descoberta a desconhecidos. O boato alastrou-se como fogo em palheiro pela região. Nascia, então, uma das maiores minas de ouro ilegais do país.
Mas o metal, conclui o velho garimpeiro, só traz violência. A realidade de uma terra sem lei ilustra estas palavras no último dia de Bruce no acampamento, quando uma briga entre garimpeiros acaba em tiroteio.
A viagem segue e o explorador procura uma outra visão das riquezas da Amazônia. No coração da floresta, Bruce descobre uma equipe de ambientalistas. Eles procuram demonstrar, em suas pesquisas, que a preservação da Amazônia pode ser bem mais lucrativa para o Brasil do que sua simples exploração predatória.

Episódio 6 - Amazônia em Guerra
No sexto e último episódio, o apresentador chega à linha de frente da guerra ambiental pelos recursos do maior ecossistema do planeta.
Nesta parte da viagem, o Amazonas, que nasceu filete de água gélida nos Andes, se transformou em uma vasta extensão líquida e se encontra com seus afluentes, o Madeira e o Negro, dois dos mais extensos rios do mundo. A odisseia de dez mil quilômetros de estrada, trilha, rio e céu amazônicos segue pelo estado do Pará, onde as forças da globalização dominam a linha de horizonte.
Bruce Parry chega ao coração do que ele chama de "dilema amazônico". De um lado, um vasto ecossistema que produz um quinto do oxigênio do mundo e concentra um quarto de todas as espécies conhecidas pelo homem. De outro, as forças de uma certa visão do progresso sempre mais faminto pela madeira, pelo petróleo, pelo ouro e, principalmente, pela terra que oferece a Amazônia em abundância.
Após meses de viagem pela floresta, Bruce depara-se com o Brasil industrial. O status de maior exportador de carne e soja do mundo se traduz em imensas áreas de floresta desmatada, onde se espraiam vastos campos de cultivo ou pasto. E a sede por energia, que acompanha o avanço da agricultura, se materializa em polêmicos projetos de barragens.
Bruce Parry tem a impressão de chegar em meio a uma guerra entre agentes governamentais, ambientalistas, grandes jogadores da indústria e o povo indígena que luta pelas suas terras. Para vivenciar os dois lados dessa questão, sem tropeçar em maniqueísmos fáceis, o explorador parte em uma última viagem de encontros e experiências.
No centro do Pará, Bruce trabalha com barões do gado e humildes vaqueiros, e também acompanha as operações do IBAMA contra o comércio ilegal de madeira. O documentarista também conhece as tribos indígenas que lutam contra os projetos de represas no rio Xingu.
Em Altamira, Bruce tem a oportunidade de assistir ao maior encontro indígena dos últimos 20 anos. Ele chega à cidade paraense um dia após o violento embate que opôs índios caiapós e representantes da Eletrobrás, em 2008. Presentes ao encontro para defender o projeto de construção de uma hidrelétrica em Belo Monte, os engenheiros se viram cercados por índios revoltados. Com imagens de arquivo, o apresentador relembra o ataque ao engenheiro Paulo Rezende, ferido com facão. As gravações da época traduzem o grau de resistência dos povos amazônicos às ambições industriais do governo na região.
Para completar este quadro de uma Amazônia de conflitos, Bruce Parry segue caminho pela Transamazônica e encontra, com uma equipe de policiais, uma das faces mais sombrias do desenvolvimento econômico da região: o trabalho escravo.

https://pastebin.com/qWX6kCYi

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